“Mais rápido e melhor”: como alcançar seus objetivos

Em Mais rápido e melhor, Charles Duhigg faz um exploração inovadora da ciência da produtividade e por que, no mundo de hoje, como você pensa é muito mais importante do que o que você pensa. Com base nas últimas descobertas da neurociência, psicologia e economia comportamental Duhigg explica que as pessoas, empresas e organizações mais produtivas não apenas agem diferente, elas veem o mundo de modos profundamente diferentes. Elas sabem que produtividade tem a ver com fazer escolhas. A maneira como tomamos decisões; as grandes ambições que colocamos em primeiro lugar e as metas fáceis que ignoramos; a cultura que estabelecemos para estimular a inovação; o modo como interagimos com as informações que temos diante de nós: é isso que separa os simplesmente ocupados dos genuinamente produtivos.

Sempre achei interessante aquelas pesquisas da Psicologia e Neurociência sobre comportamento humano e acredito que esse conhecimento seja algo essencial para saber lidar com as pessoas de forma eficiente e produtiva nos dias de hoje. Você já se perguntou porque algumas conseguem alcançar seus objetivos e outras não? O que pessoas bem-sucedidas têm em comum e o que você pode aprender com elas? Eu sim e sempre quis saber mais sobre a vida delas (aka Beyoncé).

Tudo isso me fez começar a ler esse livro. Nesse post vou falar sobre alguns pontos que achei mais interessantes.

1 – Mapas mentais

Não há como negar: auto-motivação, foco e produtividade estão ligados. Para ter foco é preciso ter automotivação, para se automotivar é preciso ter controle das suas ações, para ter controle das suas ações é necessário ser produtivo. Uma forma de juntar tudo isso é praticar mapas mentais no dia a dia:

Pessoas que sabem administrar a própria atenção e que têm o hábito de construir modelos mentais robustos tendem a ganhar mais dinheiro e tirar notas melhores. Além do mais, experimentos demonstram que qualquer um pode aprender a desenvolver o costume de construir modelos mentais. Quando criamos o hábito de contar para nós mesmos histórias sobre o que acontece à nossa volta, aprendemos a aguçar a nossa atenção. Esses momentos de narração podem ser simples, como, a caminho do trabalho, tentar imaginar uma reunião iminente — fazer esforço para imaginar como ela começará, quais questões você levantará se o chefe pedir algum comentário, que objeções seus colegas talvez façam —, ou podem ser complexos, como uma enfermeira que diz a si mesma que aspecto um bebê deve ter enquanto atravessa uma UTI neonatal. Se você quer aprimorar sua sensibilidade para os detalhes no trabalho, cultive o hábito de imaginar, com o maior grau de especificidade possível, o que espera ver e fazer quando chegar à sua mesa […] Se você precisa melhorar a concentração e aprender a evitar distrações, tire um instante para imaginar, com o máximo possível de detalhes, o que está prestes a fazer. É mais fácil saber o que vem adiante quando temos um roteiro bem formulado dentro da cabeça.

Achei essa parte super interessante, pois é uma prática facilmente aplicável! Vou implementar esse ano e creio que ajudará a diminuir a ansiedade. Esse capítulo ainda fala sobre o mito de sermos multitarefas (nunca fomos xD).

2 – Metas SMART

Como ainda estamos no início do ano (embora algumas pesquisas apontem que quase 80% das pessoas já esquece das metas feitas no fim do ano a partir do dia 15 de Janeiro), você deve lembrar quais metas você prometeu a si mesma(o) que faria esse ano, certo? Acontece que, se você apenas pensou ou só colocou no papel sem detalhar as próximas ações para uma delas, sinto informar que as chances de você alcançá-las são bem mínimas e vai ficar só sendo uma promessa mesmo.

Uma meta para ser alcançada precisa ser uma meta SMART (traduzidas ficam):

Específico
Mensurável
Realista
Atingível
Cronograma

Porquê elas funcionam?

[…] o motivo é que processos de determinação de metas como a metodologia SMART obrigam as pessoas a converter aspirações vagas em planos concretos. O processo de fazer com que um objetivo seja específico e demonstrar que ele é atingível inclui compreender quais são os passos necessários — ou mudar ligeiramente a meta, se os propósitos iniciais se mostram pouco realistas. Formular um cronograma e um modo de estimar o sucesso impõe ao processo uma disciplina que nenhuma boa intenção supera. […] para que essa meta seja mais do que apenas uma aspiração, precisamos de um quadro mental disciplinado que nos mostre como transformar um propósito remoto em uma série de objetivos realistas de curto prazo.

É preciso ter cuidado para não cair na tentação de criar metas pequenas apenas para ter a sensação de estar no controle (sabe aquela sensação boa de riscar uma tarefa da agenda? é disso que to falando)! Você precisa ter ambição, mas aliada a um sistema que te faça detalhar os próximos passos nos próximos dias, na próxima semana, no próximo mês… Tudo isso faz com que suas metas sejam coerentes com seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Isso é o que David Allen chama de Horizontes no seu método de produtividade Getting Things Done.

3 – Metodologias Ágeis

A cultura de dedicação da NUMMI simplesmente me deixou sem fôlego. A Toyota transformou uma das piores empresas de automóveis dos EUA em uma empresa bem sucedida, com seus funcionários produtivos e felizes por trabalhar lá. Como conseguiram isso? É resultado do que a cultura de dedicação consiste:

[…] esta é uma das lições mais importantes que lugares como a NUMMI e as filosofias enxutas e ágeis transmitem: os funcionários trabalham melhor e de forma mais inteligente quando acreditam que têm mais autoridade para tomar decisões e quando creem que seus colegas estão dedicados ao sucesso deles. Uma sensação de controle pode impulsionar a motivação, mas, para esse sentimento produzir ideias e inovações, as pessoas precisam saber que suas sugestões não serão ignoradas, que seus erros não serão motivo de retaliação.

Interessante, não?! Já falei um pouco sobre isso neste post aqui. Foi legal de ler sobre esse assunto num livro que não tem aparentemente nada a ver com software (:

4 – Concluindo

Esses foram só alguns casos que quis falar aqui, para deixar vocês com vontade de ler =D
Duhig fala de várias empresas e pesquisas super interessantes e no final do livro, ainda faz um ‘roteiro’ de como aplicar os conhecimentos que ele estudava no nosso dia a dia e como isso o ajudou a terminar o livro. Até a próxima!

Dicas de Produtividade

As frases que mais escutamos atualmente é “não sei o que fazer da vida”, “esqueci disso” ou “não tenho tempo”. Ninguém tem tempo hoje em dia, porém algumas pessoas são bem famosas por conseguirem atingir objetivos. Deve ser algo que eles fazem que produzem resultados, certo?

lostdogConhece alguém parecido?

Desde o ano passado eu venho lendo cada vez mais sobre Produtividade e Organização. Cheguei num ponto em que eu via minha vida passando e sentia não ter controle de nada. Comecei a pesquisar mais sobre o assunto, ver o que as pessoas que eu admiro fazem, etc. Foi aí que conheci os blogs Vida Organizada e Fran Guarnieri.

Depois de muito ler, decidi buscar saber mais sobre o método GTD e agora estudar e aplicá-lo na minha vida é uma meta iniciada esse ano para a vida.

Não existe um método certo para todo mundo, mas a seguir vou listar algumas atitudes que têm me ajudado bastante:

1 – Dizer não

Essa é a mais importante de tudo. Se você não sabe dizer não, significa que você não tem prioridades. Simples assim. Analisando seus projetos e rotinas, você tem clareza da sua disponibilidade para novos projetos e não se sobrecarrega. Separe um dia para listar todas suas responsabilidades, ações e rotinas diárias e veja se elas estão coerentes com suas metas. Isso é bem legal de se fazer sempre.

DavidAllenGTD

2 – Você não precisa estar online 24hrs (mesmo que você trabalhe com internet).

Estabeleça uma rotina de acordo com suas metas e responsabilidades. Tenha uma rotina de processar todas as informações que chegam para você. Grandes executivos têm horários estabelecidos para checar e-mails, por exemplo. Tenha autonomia da sua vida, isso ajuda você a não deixar outras áreas serem prejudicadas. Equilíbrio é a chave e sabemos que apps e redes sociais nos tomam muito tempo, certo?

GTD

3 – Motive-se sempre

Quando você se sentir muito perdido, analise as áreas da sua vida. Como você quer estar daqui 30 anos? e daqui 5 anos? Como você vai estar depende do que faz hoje.

Vá com calma e reflita sobre o que você pode fazer todos os dias, em pequenos passos, para atingir um objetivo. Desmembre as ações e eles não vão parecer um monstro imbatível. Recomendo muito o livro e blog da Thais Godingo e, claro, o livro do David Allen “Getting Things Done”, com tradução no Brasil. E o mais importante: vá com calma e não tente fazer tudo de uma vez, isso vai gerar frustração. Aceite que você precisa melhorar e motive-se diariamente para alcançar seus objetivos.

2016 chegou com tudo e cabe a você aproveitá-lo ao máximo! 🙂