Programar é como… dançar

Há um tempo eu li uma post da Alina Rainsford sobre a experiência dela com o balé e a programação. Achei tão legal que resolvi compartilhar aqui. Olha que incrível esse sentimento que ela fala:

You have to do a ballet step a thousand times before your muscles have really learned it. Learning to code is like brain muscle memory.

Eu faço Pole Dance, para quem não sabe ainda, e mês que vem completo 2 anos. Passou muito rápido e lembro até hoje do primeiro dia, da música que a professora usou para passar uma coreografia e claro, do sentimento que me acompanha até hoje: não existe nenhum movimento que eu não possa fazer, o que eu preciso é de treino e persistência .

Como tudo que começamos a fazer, nosso corpo estranha, mas ele se acostuma. Você é quem define os limites dele. Já viu aquela frase do Aristóteles (ou não) de que o que te torna excelente são seus hábitos? Dançar é a prova viva disso.

 

A vida de toda dançarina xD

O seu corpo aprende a reagir ao novo e você se torna cada vez mais confiante e capaz de vencer os desafios. Alguns movimentos você pega de primeira, outros você demora um tempo e isso é normal. Ninguém aprende no mesmo ritmo, por isso, você aprende a ouvir seu corpo e respeitar os sinais dele. A melhor sensação é a de conseguir, principalmente aqueles que demoraram a sair!

Estudar Computação está sendo uma experiência semelhante para mim e todo dia é um desafio. Eu entendo meus limites, mas não me contento com o mínimo. Tenho meu tempo para aprender e estou aprendendo a respeitar isso. Eu posso não saber muito ainda, mas estou trabalhando nisso. Meus amigos, professores, tutores e tudo mais, serão cruciais nesse processo infinito, o que torna a caminhada mais divertida e desafiadora.

Nunca esqueça que pedir ajuda é essencial. Quem nunca precisou de uma mãozinha para resolver um problema, né? 🙂

 

Quando eu quero conquistar algo, sei que o primeiro passo é imaginar, depois trabalhar até conseguir. Sabe como é, eu tenho síndrome de Beyoncé:

I see it, I want it
I stunt, yellow-bone it
I dream it, I work hard
I grind ‘til I own it

Espero que vocês tenham curtido. Depois da semana de provas, estou de volta! E você, como se sente ao aprender a programar?

Porque decidi aprender a programar

print "Hello World"

Quando eu era criança, eu gostava de Matemática, me imaginava ser uma cientista e publicar minhas descobertas em revistas internacionais (desculpem a sinceridade, mas eu sempre quis fazer a diferença mesmo xD). Infelizmente, como é a realidade de quase 99% dos brasileiros, tive péssimos professores e não conhecia ninguém que gostasse de Matemática para estudar comigo. Passei a minha infância e adolescência numa cidadezinha do interior do Maranhão, sem muitas atrações para quem gostava de estudar. Na época, a internet não existia na minha realidade. Não tinha sites maravilhosos como Phet, blogs e fóruns de iniciativas de pessoas do mundo inteiro dispostos a ajudar com essas matérias.

Com o tempo, fui afastando cada vez mais esse meu lado. Dessa forma, acabei escolhendo Letras na Universidade Federal do Maranhão. Foram 5 anos tentando me encontrar nessa área e me forçando a não desistir. Ganhei uma bolsa para estudar 2 anos em Portugal e mesmo assim não conseguia me ter paixão pela profissão de professora, pelo menos nesse método tradicional. Até entrei num grupo de pesquisa de Ficção Científica, mas comecei a perceber que eu não queria mais ler ou escrever sobre ciência, eu queria fazer, criar soluções e participar de projetos que ajudassem as pessoas!

Todos sabemos, ou fingimos saber, que não adianta pensar no passado, certo? Sei que isso já é frase feita da internet e mimimi, mas nunca, nunca é tarde para fazer o que você realmente quer. Com isso em mente, decidi aprender a programar e pela primeira vez me vi fazendo algo que me fizesse sentir feliz. Olá, novo futuro!

Não é fácil mudar de área e falarei depois de como manter a motivação nesse processo. Hoje descobri que sou apaixonada por Programação. E porquê Programação?, alguns perguntam. Ora, porque não?! A primeira vez que falei pro computador fazer alguma coisa, foi uma emoção das grandes! Aqueles meus sonhos de infância finalmente me pareceram mais próximos de se tornarem realidade.

Se você não acredita em mim, então vai pelo Steve Jobs!

Meu professor de lógica de programação costuma falar que programar não é algo trivial. Realmente não é, mas tendo pessoas para te ajudar, vontade de aprender, persistência, confiança e paciência, você consegue. Talvez você não saiba, ou nunca tenha parado para pensar, mas são essas as palavrinhas que estão por trás do mundo da Programação. E, convenhamos, se eu, que fazia Humanas estou contando tudo isso para você, é porque realmente tudo é possível 🙂

Essa é minha história. E a sua?