Escher – Matemática e Arte

No mês passado, participei da oficina de Matemática e Arte, ministrada pela profa. Danielle Mingatos, professora e coordenadora de Computação do Senac. Foram 3 encontros no total. Gostei muito da proposta e vou falar um pouquinho do que rolou.

A oficina começou no dia 9 de Novembro com uma introdução sobre Escher, um cara muito foda que provavelmente você já deve ter muito por aí, mas não sabia quem era (meu caso xD).

Reconheceu?
Reconheceu?

A Dani nos levou a refletir sobre uma coisinha muito importante na vida: você pode até não gostar de Matemática, mas você deve pelo menos compreendê-la. Escher é um artista muito legal para entender conceitos geométricos, mais especificamente padrões. E ele também dizia não compreender nada de Matemática, mas suas obras são estudadas ao redor do mundo por explorar princípios matemáticos. Isso mesmo! Você pode conferir no site oficial todas as fases e obras fantásticas dele.

Padrões geométricos estão em todo lugar: na Medicina, na Engenharia, nos favos de mel, na sequência de Fibonacci, nos flocos de neve, nos girassóis… enfim, vale a pena buscar mais sobre esses padrões, você vai perceber que não é algo longe da sua realidade e que é bem curioso.

Pesquisando sobre a vida dele, vi que ele nunca teve muita aptidão para a escola. Ainda que gostasse de desenho, nunca tirou notas altas, só o suficiente para passar. Seus pais esperavam que ele seguisse a carreira de engenheiro, mas, como diz uma frase sua excepcional our path through life can take strange turns. Eu gostei muito dessa parte da vida dele, porque eu acho que muita gente se martiriza por não ser o 1º ou não saber muito da vida.

Escher criou padrões complexos da Matemática, como o infinito
Escher criou padrões complexos da Matemática, como o infinito

Ele criou obras utilizando conceitos de simetria como reflexão, translação e rotação. Nesse site muito legal e interativo da PUC, você pode ver o que significa e como funciona cada um desses conceitos e sua aplicação em algumas obras dele.

No segundo encontro, nós criamos nossa própria obra! Colocamos mão na massa e foi bem desafiador. Eu comecei fazendo corações e fui vendo o que saía. Usando a translação, vi no final que formava um octágano entre elas. Assim saiu minha primeira obra explorando padrões geométricos:

Matemática e Arte é puro amor
Matemática e Arte é puro amor

Casal simetria do ano
Casal simetria do ano

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Fica aí a dica para fazer algo diferente nas férias. Que tal criar um padrão geométrico seu? É mais fácil do que você pensa e ainda é terapêutico!