RubyConfBR 2017 — eu fui!

Esse ano eu tive a oportunidade de ter participado da RubyConf edição 2017, que aconteceu em São Paulo, no mês passado. Vou aqui falar sobre algumas coisas que curti e compartilhar algumas coisas que pensei durante esses dois dias de evento.

E não teve só Ruby e Rails, teve de tudo um pouco e isso foi bem legal. Não ficou tão restrito, mas não ficou tão aberto também. Eu diria que o ponto central da RubyConf desse ano foi discutir sobre o futuro da comunidade Ruby, novos paradigmas que estão conquistando muito espaço e a importância de se discutir diversidade na comunidade em geral.

Sua experiência importa, por menor que seja

Nem sei como agradecer a oportunidade, mas eu falei sobre como estão sendo meus primeiros meses como desenvolvedora junior/estagiária (você pode conferir os slides aqui) junto com a minha amiga Elizabeth Ramos.

Confesso que fiquei um pouco ansiosa em apresentar o tema, afinal havia no eventos pessoas da comunidade Ruby que manjam muito de Ruby e outras coisas, com conteúdos beem técnicos. Mas aí quando no final da apresentação, uma moça falou “eu queria ter ouvido isso há um ano atrás quando estava passando por isso” fez tudo valer a pena :).

No fundo, minha maior motivação foi justamente essa: se eu tivesse visto alguém falar sobre isso há alguns anos, com certeza teria me sentido mais confiante para ter mudado de área antes. Isso me lembrou de um vídeo que vi uma época sobre como podemos influenciar as pessoas e sermos líderes todo dia, por isso tento ser gentil e motivar no que falo no meu dia a dia.

As pessoas têm medo de perguntar — e isso é normal

Eu me incluo aí nesse range. Quem tá começando e vai num evento assim, se sente muito intimidado para fazer networking e conversar com pessoas mais experientes. “Mas é só chegar e falar comigo”, beleza, mas nem todo mundo se sente à vontade para iniciar uma conversa assim do nada, então não custa nada tentar se colocar um pouco no lugar da outra pessoa.

Caso você seja uma dessas pessoas que têm bastante experiência, tente chamar alguém que está começando e troque ideias com essa pessoa. Você pode fazer a diferença na carreira dela, acredite! E se você for uma dessas que se sente intimidada(o), tente se esforçar um pouco mais nas próximas ocasiões, Networking em eventos assim fazem toda a diferença na sua carreira 🙂

Diversidade foi o diferencial

Eu já fui em alguns eventos de Software e confesso que a RubyConfBR foi diferente. Foi bem confortável e me senti acolhida. Isso só foi possível porque a Alda Rocha fez um trabalho incrível de incentivar mulheres a falar. Alda, você conseguiu e com certeza contribuiu para que este evento se tornasse histórico ❤

As palestras que mais gostei

Carreira e programação: caminhos e práticas — Guilherme Silveira

Essa talk foi mais sobre dicas de produtividade para fazer seus projetos, como conseguir seu primeiro emprego na área, etc. Além de ter sido muito divertida (:

Programming in Ruby for Arduino — Ricardo da Silva Ogliari e Dyan Carra

Fiquei mais animada ainda para voltar a mexer com Arduino, desde o ano passado que o meu está de lado. Várias ideias para os próximos meses!

Arduino + Ruby = ❤❤❤

Metaphors Are Similes. Similes Are Like Metaphors — Coraline talk. Achei esse vídeo da mesma palestra em outro evento, recomendo!

Foi muito legal, nunca tinha presenciado uma talk assim tão diferente! Bom para irmos além do código e pensar em Software de uma maneira mais geral.

Como não escrever seus testes — Camila Campos

Eu ainda preciso estudar muito sobre testes, fico bem perdida, mas sempre legal já ir vendo as melhores práticas. Essa talk me fez apressar ainda mais os estudos sobre Testes!

Testes de Integração com CI — Geisy Domiciano

Pensar em todos os casos de uso para os seus testes, aprendizado para a vida toda!

Algumas eu não consegui chegar a tempo, mas as que fui me deram várias ideias e com certeza vão acrescentar muito na minha carreira. Algumas eram de tópicos bem avançados, mas fui mesmo assim para já ter uma ideia de como as pessoas mais experientes estão trabalhando.

Dicas para próximas edições

Não sei se foi devido à minha talk ou a alguns comentários que fiz em algumas palestras, mas acabei conhecendo muitas pessoas que estão começando também e ouvi algumas coisas interessantes que acho que vale a pena compartilhar aqui.

Algo que pode ser legal para fazer com que haja mais interação entre junior’s e senior’s seria ter um espaço dedicado à essa integração, um stand como “Ask me anything”, em que uma pessoa senior fica lá por alguns minutos e qualquer um pode ir conversar/trocar ideias com essa pessoa, por exemplo.

Também seria legal ter mais conteúdos voltados para quem está começando. De todas as palestras, apenas a do Guilherme Silveira foi mais voltada para esse público. Ou até mesmo espaço para que juniores falem na conferência sobre o que estão aprendendo, como estão superando os desafios, etc.

Finalizando…

Em dois dias de RubyConf, pude compartilhar muita coisa e aprender muitas ainda. A principal foi a de que a comunidade Ruby é maravilhosa e eu tenho muitos trilhos para construir e descobrir pela frente. Conheci pessoas maravilhosas por lá e com certeza essa caminhada será bem acompanhada e divertida.

E você, foi também? O que achou? Compartilhe aqui! 🙂 Até a próxima!

Fui no Rails Girls, e agora?

Esse ano a edição do Rails Girls São Paulo aconteceu no fim de semana passado, nos dias 18 e 19 e foi no espaço roxinho da Nubank. Em 2015, eu fui como participante (você pode conferir minha experiência aqui neste post) e este fui como coach, uma promessa que tinha feito pra mim mesma. Foi uma experiência que acredito que todos devam passar, pois o pouco que sabemos (ou que achamos saber) pode ajudar alguém e mudar a vida de todos nesse processo.

Uma das coisas que mais me deixam feliz nesses projetos voltados a incentivar mulheres a programar é a temática dos projetos que as participantes sugerem. É incrível a quantidade de ideias e propostas que surgem da realidade das pessoas que não são representadas na tecnologia. Eu sempre acreditei no poder da tecnologia e do conhecimento para mudar a vida de muita gente e ver isso na prática me deu mais gás para seguir com os meus projetos e espero que você também 😀

Bom, a intenção deste post é dar uma sugestão de guia para quem quer continuar a programar com Ruby on Rails. Desde já, aviso que é bom você não perder contato com sua coach, pois as dúvidas surgirão e é fácil querer desistir diante de um problemão que não temos ideia de como resolver. Mas com paciência, você chega lá e é muito importante ter uma mentora no início, acredite em mim.

Minha dica é separar um horário por dia, como por exemplo, 30min por dia. Pode parecer pouco, mas não subestime suas escolhas do dia a dia e o impacto que isso traz daqui uns anos na sua vida, 🙂 O ideal é praticar todo dia, assim você relembra mais facilmente o que você fez e praticando diariamente você se compromete consigo mesma, que tal?

Os projetos que sugiro são:

1 – Agile Web Development with Rails

Livro muito bom (de graça!) que ensina a construir um e-commerce, usando metologias ágeis, testes e git :). Muito bom para dar continuidade ao que vocês aprenderam.

2 – The Odin Project

Conheci esse projeto uns dias atrás, é muito bom! E tem uma comunidade bem ativa também, portanto, dúvidas são comuns e você pode conhecer outras pessoas que estão aprendendo também. Já se inscreve e faça um pouquinho de cada vez.

3 – Code School

Esse site é pago, mas se você puder/quiser investir, recomendo. Alguns cursos sao gratuitos, mas a maioria é pago.

4 – RubyThursday

Site muito bom que conheci mês passado. Nas quintas você recebe uma newsletter com tutorias curtinhos, dicas e truques para quem está começando uma carreira de desenvolvodera Rails 🙂

Bom, não adianta nada encher aqui de links, no começo pode assustar, então, se quiser começar nessa ordem, acho uma boa. E sempre lembre que o Google e o StackOverflow serão suas melhores companhias a partir de agora. Só vá com calma, entenda que leva um tempinho até tudo começar a fazer sentido, mas se você gostou de programar, então tudo isso vai valer a pena e é um processo muito bacana. Espero vocês como coaches nas próximas edições, combinado?!

PS. Fui coach junto com a Débora (manja muito de Rails :P) e meu time foi o da Henritta Swan Leavitt (os nossos dos times eram de mulheres cientistas 😀 e tem uma fotinha desse time maravilhoso que tenho orgulho de dizer que fiz parte) e o nosso projeto foi o de listar centro de doações no Brasil, o Doe Felicidade. O código está no github, então, quem quiser contribuir, fique à vontade! É bem legal dar continuidade à ideia, pois você aprende, monta um portfólio e ajuda muita gente por aí <3

 

 

#VamosJuntas

Toptal Roadtrip South America

Nessa segunda, dia 29, tive a oportunidade de encontrar com um grupo da Toptal e foi bem legal. Eles têm uma proposta muito diferente e vale a pena conhecer. Se você pensa em trabalhar remotamente algum dia, dê uma lida no material deles aqui:

Os caça talentos estrangeiros, de olho nos experts em tecnologia do Brasil

Não só o carnaval e o futebol brasileiro são valorizados pelos estrangeiros. As empresas cada vez mais procuram talentos locais no âmbito da tecnologia e geram interessantes oportunidades de trabalho. Por um lado, o que torna tudo isso possível é a modalidade home-office. Por outro, a sociedade vai se adaptando ao estilo de vida dos ¨millennials¨, jovens que pertencem à Geração Y – a chamada geração do milênio – e que prezam por horários flexíveis; pela possibilidade de trabalhar em casa; e pelo fato de trabalhar por projetos ao invés de cumprir horário de escritório.

A capacidade de adaptação, o desejo de trabalhar com o que mais gostam e o fato de viverem conectados, também fazem com que estes jovens vejam o trabalho freelance como uma excelente alternativa, o que coincide com a necessidade das empresas estrangeiras.

Freelancer, Prolancer, Trampos, 99design, 99freela e Toptal são algumas das plataformas de contratação online, através das quais muitas empresas procuram profissionais para o trabalho freelance. Só uma breve descrição de cada uma delas:

Freelancer conecta por volta de 18 milhões de empregadores e profissionais freelance de mais de 247 países.
Prolancer oferece em sua plataforma os melhores trabalhadores do mundo digital. São muito ativos no mundo da tecnologia no Brasil.
Trampos é um empresa brasileira que nasceu em 2008 como um projeto de colaboração a fim de construir uma ponte entre aqueles que precisam contratar e os que precisam de trabalho.
99design é voltada exclusivamente para designers. O site tem uma política forte contra cópias, o que pode causar a suspensão da conta do designer que copiar trabalhos alheios. A 99freelas é o mesmo site, mas ampliado a todo tipo de profissionais.
Toptal esta plataforma tem uma diferença. A equipe encarregada do recrutamento procura matches entre desenvolvedores e designers para projetos de acordo com as demandas particulares de cada cliente, um tipo de serviço que contrasta com as estratégias de alto volume utilizadas por outros sites.

Na maioria das plataformas, o candidato pode se cadastrar apenas fornecendo seus dados pessoais e profissionais. Entretanto, há um caso diferente entre elas. Toptal, é a rede mundial líder de desenvolvedores de software e de designers de elite freelance. Ela conta com um rígido processo seletivo para avaliar candidatos de todo o mundo e sua taxa de aceitação é de apenas 3% dos participantes.

Quer se tornar um deles também? :)
Quer se tornar um deles também? 🙂

Seja qual for a maneira de conseguir trabalho, fica claro que a modalidade online quebra com as pautas tradicionais, tem a ver com um mundo hiperconetado e hipercomunicado e é sem duvida uma forma de trabalho que, por suas vantagens, conta com cada vez mais adeptos, tanto da parte dos trabalhadores como das empresas contratantes.

A Toptal no Brasil

A equipe da Toptal se encontra por muitas cidade do Brasil, oferecendo palestras de capacitação gratuitas, não só para seus desenvolvedores e designers, mas também para qualquer pessoa ou instituição que queira saber da companhia e do trabalho freelance. Os interessados podem preencher o formulário online para obter mais informação.

PS. Se você quiser saber mais sobre a plataforma Outsourcely e ganhar desconto de 30% em todos os planos, clique aqui =)

Escher – Matemática e Arte

No mês passado, participei da oficina de Matemática e Arte, ministrada pela profa. Danielle Mingatos, professora e coordenadora de Computação do Senac. Foram 3 encontros no total. Gostei muito da proposta e vou falar um pouquinho do que rolou.

A oficina começou no dia 9 de Novembro com uma introdução sobre Escher, um cara muito foda que provavelmente você já deve ter muito por aí, mas não sabia quem era (meu caso xD).

Reconheceu?
Reconheceu?

A Dani nos levou a refletir sobre uma coisinha muito importante na vida: você pode até não gostar de Matemática, mas você deve pelo menos compreendê-la. Escher é um artista muito legal para entender conceitos geométricos, mais especificamente padrões. E ele também dizia não compreender nada de Matemática, mas suas obras são estudadas ao redor do mundo por explorar princípios matemáticos. Isso mesmo! Você pode conferir no site oficial todas as fases e obras fantásticas dele.

Padrões geométricos estão em todo lugar: na Medicina, na Engenharia, nos favos de mel, na sequência de Fibonacci, nos flocos de neve, nos girassóis… enfim, vale a pena buscar mais sobre esses padrões, você vai perceber que não é algo longe da sua realidade e que é bem curioso.

Pesquisando sobre a vida dele, vi que ele nunca teve muita aptidão para a escola. Ainda que gostasse de desenho, nunca tirou notas altas, só o suficiente para passar. Seus pais esperavam que ele seguisse a carreira de engenheiro, mas, como diz uma frase sua excepcional our path through life can take strange turns. Eu gostei muito dessa parte da vida dele, porque eu acho que muita gente se martiriza por não ser o 1º ou não saber muito da vida.

Escher criou padrões complexos da Matemática, como o infinito
Escher criou padrões complexos da Matemática, como o infinito

Ele criou obras utilizando conceitos de simetria como reflexão, translação e rotação. Nesse site muito legal e interativo da PUC, você pode ver o que significa e como funciona cada um desses conceitos e sua aplicação em algumas obras dele.

No segundo encontro, nós criamos nossa própria obra! Colocamos mão na massa e foi bem desafiador. Eu comecei fazendo corações e fui vendo o que saía. Usando a translação, vi no final que formava um octágano entre elas. Assim saiu minha primeira obra explorando padrões geométricos:

Matemática e Arte é puro amor
Matemática e Arte é puro amor

Casal simetria do ano
Casal simetria do ano

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Fica aí a dica para fazer algo diferente nas férias. Que tal criar um padrão geométrico seu? É mais fácil do que você pensa e ainda é terapêutico!

Rails Girls SP 2015!

Esse final de semana, dias 27 e 28, aconteceu o Rails Girls São Paulo 2015! Passaram-se três anos desde a última edição e nem preciso dizer o quanto fiquei feliz quando vi minha confirmação de inscrição (nesse mesmo fim de semana estava rolando uma edição das PyLadies e das MinasProgramam também!)

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As Rails Girls surgiram na Finlândia, já contam atualmente com vários grupos no mundo inteiro e têm o objetivo de dar oportunidade para mulheres de compreenderem tecnologia, como ela é feita e tirar suas idéias do papel! Quantas vezes você não deve ter sentido falta de um App, por exemplo, e não faz porque não sabe programar? Vocês podem ver o site delas aqui e lá podem conferir todos os eventos que acontecem no mundo inteiro 😀

Eu participando e meu namorado ajudando como coach o/

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Mas falando da edicão SP 2015, posso dizer que experiência foi simplesmente maravilhosa. Ver um grupo de pessoas unindo forças e conhecimento para levar programação para um grupo de mulheres porque acreditam na causa é muito inspirador.  Tudo foi feito de forma que as meninas não vejam programação como um bicho de sete cabeças e Rails facilita muito isso. O melhor de tudo, foi certamente, conhecer meninas maravilhosas e poder aprender tanto em tão pouco tempo.

O BankFácil disponibilizou o espaço e todos estavam lá para ajudar também. Teve sorteio de livros, de treinamentos e de mentoria. Abaixo algumas fotos para vocês sentirem um pouco como foi. Dá para ver como o ambiente estava muito legal e muitas meninas com vontade de aprender (eu inclusive super animada o/)

Os meus coachs foram maravilhosos, nos ajudaram muuito e tiveram muita paciência (Valeu Regis e Raquel!). Saíram projetos muito legais e vontade de continuar desenvolvendo. Sem contar as apresentações maravilhosas da Dhiana Deva, da Ana Carolina e da Alda, né? E as camisas e os adesivos? <333 Ah, se você usa e gosta de Rails e quer ajudar meninas a aprenderem, você mesmo pode organizar um evento. Dá uma olhada aqui.

Para 2016, ficamos todas com a vontade de organizar edições com mais frequência (além de uma coreografia de Single Ladies que foi consenso entre todas que ficou faltando xDD). Se você quiser acompanhar mais, siga as Rails Girls SP no Facebook e no Twitter.

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Deixo aqui o gostinho de querer saber mais sobre Rails, com certeza você não vai se arrepender!