Você não precisa ser um gênio para cursar Exatas

Faz algum tempo que queria discutir esse assunto e recentemente me deparei com a matéria abaixo e me senti mais motivada para escrever. Durante muito tempo evitei entrar para a área de “Exatas” porque durante minha vida, encontrei pessoas extremamente arrogantes nessa área e acreditava ser um pré-requisito para entrar nesse mundo mágico de gênios. De forma alguma queria ficar no meio dessas pessoas.

Ainda bem que conheci pessoas maravilhosas que me mostraram haver uma luz no fim do túnel e hoje entendo o que acontece de fato. Não vou entrar na discussão sobre Humanas x Exatas porque não é o foco e acredito que isso não leva a lugar algum. No entanto, queria abordar mais o que significa ser cientista e como propiciar uma formação de profissionais voltada à resolução de problemas, não havendo espaço para ego nem show de talentos.

Hoje tenho vários amigos de Computação que fazem Pós-Graduação e me sinto motivada para seguir esse caminho também. No entanto, fico um pouco triste quando discutimos o lado não tão bonito dessa etapa acadêmica. A matéria da Carta Capital Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica resume bem esse problema nas universidades:

“A formação de um acadêmico passa por uma verdadeira batalha interna em que ele precisa ser um gênio. As consequências dessa postura podem ser trágicas, desdobrando-se em dois possíveis cenários igualmente predadores: a destruição do colega e a destruição de si próprio. […] Hoje, como professora, tenho preocupações mais sérias como estes alunos que acreditam que os colegas são brilhantes. Muitos deles desenvolvem depressão, acreditam em sua inferioridade, abandonam o curso e não é raro a tentativa de suicídio como resultado de um ego anulado e destruído em um ambiente de pressão, que deveria ser construtivo e não destrutivo. […] É preciso barrar imediatamente este sistema. A função da universidade não é anular egos, mas construí-los. ”

Além disso, o fato de que cada vez mais entram pessoas que já sabem programar nos cursos de Computação faz com que o nível de exigência aumente e apenas os experientes ou os gênios concluem os cursos. O problema é que quem entrou para aprender (o quê, aprender na universidade? que mundo você vive?) fica achando que não deve estar ali e bom, qual o significado mesmo de “universidade”?

Um outro problema que advém disso é a constante arrogância de quem já sabe. Seu coleguinha é gênio? Seu outr@ coleguinha sempre sabe de tudo? Toque aqui! Acontece que Exatas não é um caminho linear. Foi isso que mais adorei nessa matéria aqui Mathematicians are chronically lost and confused (and that’s how it’s supposed to be). Eles falam sobre o processo de aprender Matemática e a lindeza de ser humilde, além de ser absolutamente normal e humano não saber de tudo.

Não esqueça de nunca se desesperar xD

Esse post se trata mais de escrever sobre algo que me incomoda e de motivação para futuros cientistas. Se tem algo que aprendi nessa vida foi: não devo me comparar à ninguém. Meu caminho é único e sei das minhas qualidades e das minhas limitações. Mas, para não ficar só na discussão, aqui vai um post motivacional de pessoas fodonas da programação¹ (são essas pessoas que você deve seguir como inspiração). E lembre-se: os verdadeiros cientistas não têm muita certeza sobre muita coisa (:

¹ http://www.infoworld.com/article/3085150/application-development/dont-just-code-career-advice-from-the-programming-masters.html

 

Written By stefannibrasil

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