Retrospectiva MasterTech 2016.1

Depois de 320hrs, chegou ao fim (se chegou ao fim é porque foi bom :)! No dia 25/02 tivemos o DemoDay, uma demonstração dos projetos desenvolvidos no curso e foi muito legal.

Eu desenvolvi dois projetos, um em grupo e um individual. O Laser Cat (aguardem novidades por aí!) e o Não me Calo e você pode ver as nossas apresentações aqui e aqui.

Eu fiquei um pouco nervosa sim, mas assim que pisei no palco, me senti confortável. Não tenho vergonha alguma em admitir que mereci estar ali e que eu estava preparada. Dividi o palco com pessoas maravilhosas e compartilhei momentos que levarei para a vida inteira. Mas chega de #mimimi e vamos ao que interessa.

Queria agradecer às seguintes pessoas:

Letícia, Thiago, Guilherme, Marina, nossos professores que passaram mais tempo conosco e ensinaram muito mais do que técnica;

Aos palestrantes Guilherme Horn, da Accenture e Fabrício Barth, da IBM, por terem compartilhado em poucos momentos valorosas ideias.

Ao Rafael, da PandoraLab, por nos emprestar hardwares para nossos projetos por acreditar no nosso potencial;

Ao Harley, por sempre dar um tempinho das suas atividades para checar como estávamos e dando dicas que sempre salvavam nossas vidas;

À Madalena, por ser você e alimentar nosso corpo e alma todo dia;

Ao meu grupo, por ter topado a ideia de brincar com laser e gatos e pelos momentos de diversão;

À Gabi, que topou o desafio de ensinar Yoga para programador@s! <3 À Camila e ao Felipe, pela oportunidade incrível. A todos que, indiretamente e diretamente, contribuíram para esses momentos. Diante de tudo isso, posso dizer que o maior aprendizado que eu vou levar é: eu agora posso ser quem eu quiser!

Não poderia terminar sem um gif da Leslie Knope 😛

Dicas para ser um(a) bom(a) estudante de Computação

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Como tudo na vida, sem esforço e dedicação não há muitos frutos, certo? Em Computação isso é um pouquinho mais rigoroso (e mais divertido). A seguir listei algumas dicas de como se tornar uma boa estudante/bom estudante. Reuni essas dicas a partir de conversas com amigos da área e procurando outros posts por aí. Preparados?!

Aprenda inglês

Se já sabe, procure por certificações.

Tenha uma rotina de estudos

É importante que seja a que você se sente melhor, sem neuras. Tenha um compromisso com seus estudos, assim como você tem com as outras coisas da sua vida. Procure sempre dar o melhor de si, mas sem exigir perfeição.

Não tenha medo de errar

Nunca.

Seja curiosa(o)

Precisa falar mais alguma coisa sobre esse tópico?

Seja autodidata

Isso não tem nada a ver com nunca pedir ajuda, mas ter a autonomia de buscar soluções por si mesma é primordial. Cá entre nós, essa é a parte mais legal de ser cientista! 🙂


Sempre busque por excelência

Procure coisas que vão te desafiar. Ande com quem você admira, treine sempre e tenha sempre foco. Parece bobeira, mas se você aplicar isso no seu dia a dia, fará toda a diferença.

Um passo de cada vez

Para quem está começando, ao olhar a grade curricular, parece que vai ser um caminho infinito. Dando um passo de cada vez, mas um passo bem sólido e fundamentado, a realização dos seus objetivos serão consequência de tudo isso.

Peça ajuda e ajude os outros

Se você, como eu, não é nenhum gênio (ou pelo menos não descobrimos ainda xD), frequentemente você vai ter dúvidas. Computação é algo totalmente novo para seu modo de pensar, por isso vai ser recorrente a sensação de estar perdida. Peça ajuda, tire dúvidas, confie em si mesma e siga em frente.

Lembre-se de porquê você começou

Quando se sentir desmotivada, lembre-se de porque começou (ou veja fotos do Pusheen e outros gatinhos xD). Tenha uma lista de coisas para fazer quando precisar se animar: frases, vídeos, fotos, etc., qualquer coisa que te inspire. É importante ouvir nosso corpo e descansar também.

Tenha paciência e acredite em você

E você, quais dicas teria para acrescentar?

Internet das Coisas <3

Essa semana tivemos a participação do grupo Hardware Livre da USP e falamos sobre Internet das Coisas, Hardware livre, além, claro, de muita mão na massa!

Esta é uma área que cresce cada vez mais no mundo inteiro. Iot e IA são áreas que me interessam bastante e acredito que são tecnologias tendem cada vez a impactar a vida das pessoas. Não acredita? Saca só esse material e esse infográfico:

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Começamos com o básico meesssmo e foi bem legal ver a evolução da galera. Na quinta e na sexta tivemos que apresentar um projeto. O meu grupo, Laser Cat, fez um motor que ajuda você a garantir uma vida mais ativa e saudável pro seu gato. Foram várias ideias legais e você pode ver a apresentação do Laser Cat aqui e a íntegra das apresentações aqui.

MasterTech e Harware Livre USP
MasterTech e Harware Livre USP

Eu já tenho uma lista de projetos para fazer e me divertir. Já imaginou quanta coisa legal você pode fazer?!

Sejamos todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

> Se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal. Se só os meninos são escolhidos como monitores da classe, então em algum momento nós todos vamos achar, mesmo que inconscientemente, que só um menino pode ser o monitor da classe. Se só os homens ocupam cargos de chefia nas empresas, começamos a achar “normal” que esses cargos de chefia só sejam ocupados por homens.

> Os seres humanos viviam num mundo onde a força física era o atributo mais importante para a sobrevivência; quanto mais forte a pessoa, mais chances ela tinha de liderar. E os homens, de uma maneira geral, são fisicamente mais fortes. Hoje, vivemos num mundo completamente diferente. A pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos. Tanto um homem como uma mulher podem ser inteligentes, inovadores, criativos. Nós evoluímos. Mas nossas ideias de gênero ainda deixam a desejar.

> A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.

> Quanto mais duro um homem acha que deve ser, mais fraco será seu ego. E criamos as meninas de uma maneira bastante perniciosa, porque as ensinamos a cuidar do ego frágil do sexo masculino. Ensinamos as meninas a se encolher, a se diminuir, dizendo-lhes: “Você pode ter ambição, mas não muita. Deve almejar o sucesso, mas não muito. Senão você ameaça o homem. Se você é a provedora da família, finja que não é, sobretudo em público. Senão você estará emasculando o homem.” Por que, então, não questionar essa premissa? Por que o sucesso da mulher ameaça o homem? Bastaria descartar a palavra — e não sei se existe outra palavra em inglês de que eu desgoste tanto — “emasculação”. Uma vez, um nigeriano conhecido meu me perguntou se não me incomodava o fato de os homens se sentirem intimidados comigo. Eu não me preocupo nem um pouco — nunca havia me passado pela cabeça que isso fosse um problema, porque o homem que se sente intimidado por mim é exatamente o tipo de homem por quem não me interesso. Mesmo assim, fiquei surpresa. Já que pertenço ao sexo feminino, espera-se que almeje me casar. Espera-se que faça minhas escolhas levando em conta que o casamento é a coisa mais importante do mundo. O casamento pode ser bom, uma fonte de felicidade, amor e apoio mútuo. Mas por que ensinamos as meninas a aspirar ao casamento, mas não fazemos o mesmo com os meninos?

> É como eles [os homens] se justificam para os amigos, e no fim das contas isso serve para comprovar a sua masculinidade — “Minha mulher disse que não posso sair todas as noites, então daqui pra frente, pra ter paz no meu casamento, só vou sair nos fins de semana”. Quando as mulheres dizem que tomaram determinada atitude para “ter paz no casamento”, é porque em geral desistiram de um emprego, de um passo na carreira, de um sonho.

> Ainda hoje, as mulheres tendem a fazer mais tarefas de casa do que os homens — elas cozinham e limpam a casa. Mas por que é assim? Será que elas nascem com um gene a mais para cozinhar ou será que, ao longo do tempo, elas foram condicionadas a entender que seu papel é cozinhar? Cheguei a pensar que talvez as mulheres de fato houvessem nascido com o tal gene, mas aí lembrei que os cozinheiros mais famosos do mundo — que recebem o título pomposo de “chef” — são, em sua maioria, homens.

> Algumas pessoas me perguntam: “Por que usar a palavra ‘feminista’? Por que não dizer que você acredita nos direitos humanos, ou algo parecido?” Porque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, parte dos direitos humanos de uma forma geral — mas escolher uma expressão vaga como “direitos humanos” é negar a especificidade e particularidade do problema de gênero. Seria uma maneira de fingir que as mulheres não foram excluídas ao longo dos séculos. Seria negar que a questão de gênero tem como alvo as mulheres. Que o problema não é ser humano, mas especificamente um ser humano do sexo feminino. Por séculos, os seres humanos eram divididos em dois grupos, um dos quais excluía e oprimia o outro. É no mínimo justo que a solução para esse problema esteja no reconhecimento desse fato.

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